Trabalhadores pedem agilidade na aprovação de projetos para reestruturação do órgão
Servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) fizeram no início da tarde desta quinta-feira uma passeata até o Palácio Piratini, no centro de Porto Alegre. Na manifestação, pediram agilidade na aprovação de projetos que reestruturam o órgão. Entre eles, melhoria nas carreiras, nova matriz salarial e reforma do espaço físico para receber concursados recém-aprovados.
Antes do protesto, os servidores estiveram na solenidade de posse do novo presidente do Detran, Sérgio Fernando Filomena. A presidente do Sindicato dos Servidores do Detran-RS (Sindet), Maria Goreti Alves da Costa, afirmou que será solicitado a Filomena seu apoio na agilização dos projetos.
Maria Goreti aproveitou para criticar a exoneração do presidente anterior, Sérgio Buchmann. A saída de Buchmann ocorreu após o caso em que ele foi avisado da prisão de um filho, por posse de drogas, pelo chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Lied.
— Lamentamos profundamente a exoneração do presidente do Detran. Estamos indignados, não entendemos o motivo e repudiamos a decisão — disse a dirigente.
Entenda o caso
Em 15 de julho, o filho do presidente do Detran, Fábio Buchmann, 26 anos, foi detido em casa, no bairro Cidade Baixa, na Capital, com 23 quilos de maconha e meio quilo de cocaína. Essa notícia, no entanto, não foi divulgada, como é de costume, pela Polícia Civil, mas o próprio Sérgio Buchmann ligou para Zero Hora informando o fato.
O presidente do Detran, ao telefone, revelou temer que o episódio pudesse ser usado politicamente, já que ele vinha sofrendo fortes pressões para deixar a autarquia. Por isso, fez questão de se antecipar à divulgação do episódio.
O chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Lied, acompanhou os integrantes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), que realizaram a prisão de Fábio. Ele e os policiais foram até a casa de Buchmann para avisar que o filho dele seria preso.
De acordo com o ex-presidente da autarquia, o motivo para a sua saída do cargo seria a visita de Ricardo Lied. Buchmann desconfiou da visita. Desgastado no governo Yeda, temeu que se tratasse de uma cilada. Por isso, ele próprio decidiu expor o fato, apesar de envolver um drama familiar. Lied se defendeu, negando ter armado uma cilada.
Fonte:
Zero Hora